Mais de 7,6 mil moradores de Rio Branco tiveram veículos furtados no último ano, aponta pesquisa

Mais de 7,6 mil moradores de Rio Branco tiveram veículos furtados Pelo menos 7.671 moradores da capital acreana acima dos 16 anos tiveram veículos automotores...

Mais de 7,6 mil moradores de Rio Branco tiveram veículos furtados no último ano, aponta pesquisa
Mais de 7,6 mil moradores de Rio Branco tiveram veículos furtados no último ano, aponta pesquisa (Foto: Reprodução)

Mais de 7,6 mil moradores de Rio Branco tiveram veículos furtados Pelo menos 7.671 moradores da capital acreana acima dos 16 anos tiveram veículos automotores furtados nos últimos 12 meses. É o que aponta a estimativa da primeira edição da Pesquisa de Vitimização em Rio Branco, desenvolvida pela Universidade Federal do Acre (Ufac) em parceria com outras instituições. O levantamento ouviu 800 pessoas em diferentes regiões da capital acreana e verificou a experiência da população em relação à criminalidade e à segurança pública. Os dados da pesquisa apontam que 2,8% dos entrevistados relataram ter sofrido furto de veículo automotor no período analisado. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O estudo também investigou os casos de roubo de veículos e registrou índice de 1,5%. Apesar de estarem inseridos na categoria de crimes contra o patrimônio, os dois tipos de ocorrência apresentam características distintas e atingem diferentes regiões da cidade. 🔎A principal diferença entre os dois crimes está na forma como o veículo é levado. O furto ocorre sem violência ou ameaça à vítima. É o caso, por exemplo, de um carro ou motocicleta retirado do local sem que o proprietário perceba a ação. Já o roubo acontece quando há uso de violência ou ameaça para a retirada do veículo. As diferenças aparecem também na distribuição dos casos em Rio Branco. Entre os furtos de veículos automotores, a maior incidência foi observada na área rural, onde o percentual chegou a 3,9%, acima da média geral da cidade, de 2,8%. Em seguida aparecem Centro e entorno, com 3,3%, e a região Baixada e outras áreas, com 3%. Mais de 7,6 mil moradores de Rio Branco tiveram veículos furtados no último ano Divulgação Já os roubos de veículos apresentaram outro comportamento. A maior incidência foi registrada nas regiões Tancredo Neves e São Francisco, com 2,5%, seguida da Baixada e outras regiões, com 2%. Entre os entrevistados da área rural não houve registro desse tipo de crime. LEIA MAIS: Medo leva mais de 35 mil vítimas a não denunciar crimes cibernéticos no Acre, diz estudo Moradores do Segundo Distrito são os que mais sentem insegurança em Rio Branco, mostra estudo Conflitos entre facções criminosas são principal motivação de homicídios no Acre, revela estudo O estudo também identificou diferenças no perfil das vítimas. Entre os casos de furto de veículos, houve incidência um pouco maior entre pessoas de 40 a 59 anos e moradores com renda familiar superior a cinco salários mínimos. Já entre os roubos, houve maior concentração entre pessoas da mesma faixa etária, com incidência ligeiramente superior entre entrevistados autodeclarados negros. Casos não são registrados oficialmente Outro dado que chama atenção é a quantidade de casos que não chegam aos registros oficiais. Entre as vítimas de furto de veículos, 59% registraram boletim de ocorrência na delegacia ou pela internet. Isso significa que cerca de 40,9% deixaram de formalizar o caso, o equivalente a uma estimativa de 3.145 moradores. Nos casos de roubo, o percentual de registro foi ainda menor. Apenas 41,7% das vítimas fizeram boletim de ocorrência, enquanto 58,3% não procuraram os canais oficiais. A estimativa é de aproximadamente 2.395 moradores que sofreram o crime sem registro formal. Pesquisa aponta que parte das vítimas de furto e roubo de veículos em Rio Branco deixa de formalizar registro policial Reprodução Segundo a análise do levantamento, a subnotificação está relacionada principalmente à percepção de falta de efetividade do processo. Entre as justificativas apresentadas pelos entrevistados aparecem respostas como “não adianta registrar” e “nunca resolve nada”. Pesquisa de Vitimização A pesquisa ocorreu através do Grupo de Pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, da Universidade Federal do Acre (Ufac), liderado pela professora drª. Marissol Brandt. Outros recortes do levantamento já mostraram diferentes aspectos da violência e da percepção de segurança na capital acreana. Um deles apontou que o medo de retaliação levou mais de 35 mil vítimas a não denunciarem crimes cibernéticos em Rio Branco. Outro mostrou que moradores das regionais Belo Jardim e Vila Acre, no Segundo Distrito, concentram a maior sensação de insegurança entre os entrevistados. A conselheira Naluh Gouveia considerou preocupantes os dados da pesquisa e ressaltou que os números representam situações reais enfrentadas pela população. “Quando um governante diz que a cidade ou estado é seguro, é porque na maioria das vezes, essa cifra está escondida”, completou. Para o estudo, foi contratado o Instituto Pesquisas de Opinião (IPO), através da Fundação de Apoio e Desenvolvimento Ensino e Pesquisa Universitária no Acre (Fundape). Os entrevistados tinham a partir de 16 anos. O lançamento contou com um seminário no Tribunal de Contas do Acre (TCE-AC). VÍDEOS: g1